Imagens (e representações) escritas de uma viagem:
a sensibilidade no olhar de Lygia Fagundes Telles em Passaporte para China
Abstract
O ensaio examina Passaporte para China, de Lygia Fagundes Telles, como uma escrita de viagem que combina observação sensível e erudição literária. Convidada em 1960 para as comemorações do 11º aniversário da República Popular da China, a autora percorre vários lugares – da Europa à Ásia – registrando, em crônicas publicadas originalmente no jornal Última Hora, impressões do encontro entre culturas. Em contraste com estereótipos anteriores sobre o “mundo chinês”, Lygia revela uma China em transformação, marcada por mudanças sociais, especialmente na condição feminina, e por tensões políticas sob Mao Tsé-tung. O olhar da escritora é guiado tanto pela alteridade quanto pela memória de leituras: cada paisagem convoca intertextos da literatura brasileira e universal, mesclando experiência real e viagem imaginária. O livro resulta em um mosaico poético e crítico que propõe a leitura como passaporte para compreender o outro e repensar o próprio lugar no mundo.
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