Watchmen (1986-1987):
Representação e Arte sequencial na construção narrativa sobre a Guerra Fria
Palavras-chave:
Arte sequencial, Guerra Fria, RepresentaçõesResumo
O presente artigo busca analisar as representações históricas e ideológicas na obra Watchmen (1986 – 1987) e a construção da narrativa sobre a Guerra Fria sob a ótica de seus autores. Como metodologia, partindo do princípio de que a fonte histórica em questão é uma arte sequencial, foi realizada observação e leitura de personagens, diálogos e elementos visuais identificados como vetores simbólicos com funções narrativas fundamentais para a composição narrativa. Para tal fim, a fundamentação teórica desta pesquisa contou principalmente com Eisner, Czizewesky e Lima, que propiciaram o aperfeiçoamento das análises sobre arte sequencial, além de Hobsbawm, Chomsky e Magnoli, que fundamentaram parte das reflexões sobre as dinâmicas de poder na Guerra Fria. Como resultados, pudemos concluir que a obra propõe apropriações e reconfigurações sobre o passado recente, repercutindo as profundas transformações globais, em especial, o declínio do modelo socialista soviético e a solidificação da revolução digital do Vale do Silício como novo capital de poder e desenvolvimento.
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